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pinguim amora

- por tentativa e erro e com um amor incondicional, lá nós vamos fazendo mães e pais - alerta parental: este é um blog de partilha de experiências, não um compêndio.

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Ter | 26.06.18

fundamentalismos na maternidade - amamentação

mami

neste meu recente percurso pela maternidade tenho-me apercebido que, infelizmente, este está repleto de fundamentalismos.

acredito e defendo que cada mãe, pai e/ou ambos, fazem o que acreditam ser melhor para as suas crias, mesmo que isso não seja o que está em voga ou a escolha da maioria.

se temos razão nas nossas escolhas só o futuro o dirá; ou quiçá nada diga. acredito não existir uma escolha única; a nossa recairá nas nossas crenças e estilos de vida.

um dos mais acérrimos fundamentalismos com os quais me tenha deparado é o da amamentação.

são consensuais os benefícios da amamentação quer para o bebé, quer para a mãe. mas será nefasto para o desenvolvimento do bebé se a mãe não o amamentar? não, não será. eu sou a prova viva disso, a minha mãe nunca me amamentou e sou um ser bastante saudável.

senti por parte dos técnicos de saúde, durante a gravidez e após o parto, respeito pela opção da mãe em não amamentar, sem juízos de valor - se os tinham, não os exteriorizaram.

então, perguntam vocês, porque falo eu de fundamentalismo? porque há muitas pessoas que estão certas de que a amamentação é o “caminho” e condenam quem não o segue.

há muitas e diversas razões pelas quais as mães decidem não amamentar ou deixar de o fazer em determinado momento. amamentar pode não ser o momento mágico que muitos descrevem. as razões só a cada uma dizem respeito, a decisão é pessoal e intransmissível – ninguém vive a vida do outro, pelo que também não decide sobre a vida do outro. 

mamãs sejam menos duras com quem não segue as vossas escolhas. não sejam arrogantes ao acharem que as vossas escolhas são as melhores – a não ser para os vossos filhos, para eles são, indubitavelmente, as melhores.

fundamentalismo na maternidade

 

nota:

optei por amamentar a minha filha, ainda hoje, com 7 meses, o faço. até agora tem-me feito sentido. tive a sorte de ser um processo sem dor e satisfatório para ambas. tive a sorte de começar a trabalhar e, embora tenha diminuído a produção de leite, ainda tenha o suficiente para satisfazer as suas necessidades.

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